Dia Mundial da Voz

Especialista do Humap-UFMS alerta para cuidados com a voz e reforça importância do diagnóstico precoce

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No Dia Mundial da Voz, fonoaudióloga destaca hábitos simples que ajudam a prevenir problemas e preservar a comunicação

Celebrado em 16 de abril, o Dia Mundial da Voz reforça a importância dos cuidados com a saúde vocal, essencial para a comunicação e qualidade de vida. Alterações na voz, muitas vezes ignoradas, podem ser sinais de problemas que vão desde inflamações simples até doenças mais graves.

De acordo com a fonoaudióloga Vanessa Ponsano Giglio, do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS), administrado pela HU Brasil, as disfonias (alterações na qualidade vocal) estão entre as principais condições que afetam a voz. “Os problemas podem ter causas variadas, desde laringites até lesões nas pregas vocais, como nódulos e pólipos. Também há casos mais graves, como paralisias e até tumores malignos, como o câncer de laringe”, explica.

Segundo a especialista, fatores comportamentais e ambientais estão entre os principais responsáveis pelo surgimento dessas alterações. “O uso inadequado da voz, como gritar ou falar por longos períodos sem pausas, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o refluxo laringofaríngeo são fatores importantes. Além disso, a exposição à poluição, fumaça e produtos químicos também contribui para o problema”.

Prevenção depende de hábitos saudáveis

Muitas dessas alterações podem ser evitadas com mudanças simples no dia a dia. A fonoaudióloga reforça que a prevenção começa com cuidados básicos com a saúde. “A hidratação adequada, alimentação equilibrada, prática de atividade física e uma boa qualidade de sono são fundamentais. Também é importante manter uma postura adequada ao falar e coordenar bem a respiração e a articulação das palavras”.

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Ela também alerta para comportamentos que devem ser evitados. “Falar em ambientes muito ruidosos, gritar, fumar, pigarrear com frequência e cantar sem preparo vocal são hábitos prejudiciais”, completa.

Voz muda ao longo da vida

A produção da voz depende de um sistema complexo que envolve musculatura, respiração e ressonância. Esse sistema passa por transformações ao longo da vida.

“Nos bebês, as pregas vocais são menores e a laringe fica em uma posição mais alta, facilitando a amamentação. Já nos adultos, há um desenvolvimento completo dessas estruturas, favorecendo a projeção vocal”, explica Giglio.

Com o envelhecimento, surgem mudanças naturais. “A perda de massa muscular e a redução da mobilidade da laringe podem causar a chamada presbifonia, que resulta em uma voz mais fraca, instável ou trêmula”, afirma.

Rouquidão persistente é sinal de alerta

Um dos principais pontos de atenção, segundo a especialista, é a duração das alterações vocais. Embora muitas vezes estejam relacionadas a quadros simples, como infecções, a persistência dos sintomas pode indicar algo mais sério.

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“A disfonia se caracteriza por qualquer alteração na qualidade da voz, como rouquidão, aspereza, soprosidade ou instabilidade. Também podem surgir sintomas como cansaço ao falar, pigarro constante, tosse seca ou dor”, explica.

Ela reforça que o tempo de duração é um fator decisivo. “Se esses sintomas não melhorarem em até 15 dias, é fundamental procurar um fonoaudiólogo ou um médico otorrinolaringologista para investigação adequada”, orienta.

O diagnóstico precoce, segundo a especialista, é essencial para evitar complicações. “Identificar o problema no início aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz e preservação da voz”, conclui.

Sobre a Rede HU Brasil

O Humap-UFMS faz parte da Rede HU Brasil desde dezembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Rede foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

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