Operação Bellevue

PCDF desmantela esquema de lavagem de dinheiro de R$ 26 milhões ligado a operadora de plano de saúde no DF

Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

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Investigação revela rede de empresas de fachada, “laranjas” e uma firma fantasma usada para ocultar valores em áreas nobres de Brasília.

 

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (11), a segunda fase da Operação Bellevue, que investiga um esquema milionário de fraude fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo uma operadora de plano de saúde sediada em Brasília. O grupo teria causado um prejuízo superior a R$ 26 milhões aos cofres públicos.

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas regiões do Lago Sul, Jardim Botânico e Noroeste, além do bloqueio de contas bancárias e do sequestro de bens dos suspeitos. As medidas visam consolidar provas e rastrear o patrimônio acumulado de forma ilícita.

Rede de Empresas de Fachada e “Laranjas”

De acordo com a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DOT/DECOR), a investigação começou em 2019 e já havia identificado o núcleo de sonegação fiscal durante a primeira fase da operação, em 2024. Agora, a nova etapa se concentra na lavagem dos valores desviados e na identificação dos beneficiários finais.

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As apurações apontam para uma estrutura criminosa altamente sofisticada, que usava quatro empresas de fachada nos ramos de home care, contabilidade, assessoria e clínica médica. Todas foram registradas em nome de “laranjas”, com o objetivo de mascarar as movimentações financeiras e dificultar o rastreamento da origem dos recursos.

Os investigadores descobriram ainda uma empresa fantasma, sem sede ou atividade real, que movimentou mais de R$ 8 milhões em sua conta bancária. O grupo também utilizava corretoras de seguros e firmas de informações cadastrais para misturar recursos lícitos e ilícitos, criando uma aparência de legalidade.

Sem Prisões, Mas Com Foco no Rastro do Dinheiro

Embora não tenham sido efetuadas prisões nesta fase, os investigadores destacam que o foco é seguir o fluxo financeiro e garantir o ressarcimento ao Estado. Segundo a PCDF, as diligências também buscam individualizar as condutas de cada participante do esquema.

Os envolvidos poderão responder por organização criminosa (Lei nº 12.850/2013), lavagem de dinheiro (Lei nº 9.613/1998) e falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal). As penas podem chegar a 21 anos de prisão.

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A Operação Bellevue II segue em andamento, e novas fases não estão descartadas. A PCDF informou que outras pessoas jurídicas suspeitas de participar do esquema serão intimadas nos próximos dias para prestar esclarecimentos.

“Estamos diante de uma estrutura com alto grau de sofisticação, que utilizava mecanismos empresariais e bancários para dar aparência de legalidade ao dinheiro ilícito. O objetivo agora é rastrear até o último beneficiário”, afirmou um investigador.

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