Partido AGIR-DF rompe com base governista e amplia sinais de desgaste na articulação de Celina Leão para 2026

Foto: Silvio Abdon

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O partido AGIR no Distrito Federal oficializou nesta sexta-feira (12) sua saída da base de apoio da governadora Celina Leão (PP), em um movimento que evidencia as dificuldades de articulação política do grupo governista às vésperas do início da corrida eleitoral de 2026. A decisão foi comunicada aos filiados por meio de uma carta pública e marca uma mudança estratégica da legenda, que passa a defender maior independência e a construção de um projeto próprio para o próximo pleito. 

A ruptura ocorre após meses de insatisfação acumulada nos bastidores. Integrantes da sigla relatam dificuldades de diálogo com o Palácio do Buriti e apontam o descumprimento de compromissos políticos assumidos durante o período em que o partido integrou a base de sustentação do governo. 

Segundo dirigentes da legenda, o distanciamento teve início ainda após as eleições de 2022, quando a então deputada distrital Jaqueline Silva deixou o AGIR para ingressar no MDB. O episódio teria sido interpretado internamente como um sinal de enfraquecimento dos acordos políticos firmados entre a legenda e o grupo liderado por Ibaneis Rocha e, posteriormente, por Celina Leão. 

Reorganização para a disputa eleitoral 

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Com o desembarque, o AGIR inicia uma fase de reorganização interna voltada para as eleições de 2026. O partido afirma que pretende ampliar sua participação no debate político local e avaliar a possibilidade de apresentar candidaturas próprias para os principais cargos em disputa. 

A direção da legenda destaca que o próximo processo eleitoral será decisivo para o futuro político do Distrito Federal, com a escolha de governador, vice-governador, dois senadores e seus respectivos suplentes. O partido não descarta composições futuras, mas afirma que qualquer aliança dependerá de compromissos políticos mais sólidos e de uma participação efetiva na construção dos projetos eleitorais. 

Nos bastidores, a avaliação é de que a saída da base oferece maior liberdade para negociações com diferentes grupos políticos que já se movimentam para a sucessão distrital. 

Impacto para o governo 

Embora o AGIR não possua atualmente representação na Câmara Legislativa, o rompimento possui significado político relevante por ocorrer em um momento de intensa movimentação partidária no Distrito Federal. A decisão se soma a outros episódios recentes de divergências e reposicionamentos entre partidos que integravam o campo governista. 

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Para analistas políticos, a saída da legenda reforça os desafios que Celina Leão enfrentará para manter unida a ampla coalizão construída durante os mandatos de Ibaneis Rocha. Com a aproximação das eleições, a tendência é que partidos de menor porte passem a buscar maior protagonismo e autonomia para negociar espaços e alianças. 

Independência política 

Apesar das críticas à condução da relação com o governo, o AGIR afirma que não pretende assumir uma postura de oposição automática. Na carta divulgada aos filiados, a direção partidária defende uma atuação independente, avaliando cada pauta de acordo com os interesses da população do Distrito Federal. 

Como parte dessa nova etapa, a legenda abriu um processo interno de consulta para reunir propostas e sugestões de filiados, lideranças comunitárias e pré-candidatos. O objetivo é elaborar um plano de governo voltado para áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação, mobilidade urbana, segurança pública e geração de emprego e renda. 

A movimentação sinaliza que o AGIR pretende transformar o rompimento com o governo em uma oportunidade para reposicionar sua atuação política e buscar maior protagonismo no cenário eleitoral de 2026.

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