O vereador professor Juari (PSDB) reclamou de ter foto em matéria que listou parlamentares que não assinaram o requerimento da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Consórcio Guaicurus. Na sessão desta terça-feira (25), compartilhou opinião sobre a proposição de investigação e criticou o documento elaborado pelo vereador Junior Coringa (MDB).
Juari começou o discurso afirmando que possui dúvidas sobre a CPI e os resultados que ela pode trazer. “Quero sim que se faça uma CPI, mas com resultado, porque essa Casa vai ficar muito pequena, se instaurar uma CPI e depois descobrir que não deu em nada, gastou-se dinheiro, aluno perde a gratuidade”.
Logo depois, criticou matéria de transparência com lista de vereadores que assinaram a CPI do Consórcio e os que ainda não colocaram o nome no documento. “Casa fica desmoralizada e esse mesmo veículo, ou os mesmos veículos de comunicação que cobram assinatura do vereador, vai ser o veículo que vai postar foto dizendo que a Câmara é ineficiente”, afirmou Juari.
‘Copia e cola’, afirma vereador
Em janeiro, o vereador recebeu remuneração bruta de R$ 24.754,59. No entanto, com descontos, o vereador tem subsídio de R$ 15.622,20. A aprovação do salário de R$ 24 mil aconteceu pouco antes do recesso parlamentar.
O vereador finalizou fazendo apontamentos sobre o documento de autoria de Coringa. “Vou assinar, que a partir do momento no fundamento estiver o contrato do Consórcio Guaicurus. Não reportagem de Jornal, copia e cola igual eu vi no requerimento dessa Casa”, criticou.
Para a formulação do documento, foram anexadas matérias do Jornal Midiamax e outros veículos de imprensa. O Midiamax possui canal aberto com os cidadãos e os leitores sul-mato-grossenses, que incluem os usuários de transporte coletivo de Campo Grande.
Então, recebe reclamações e denúncias diárias sobre o transporte público na Capital. Os apontamentos da população vão de goteiras, superlotação, frota sucateada e falta de acessibilidade.
‘Fatos reais’, rebate parlamentar
Após a crítica do colega parlamentar, Coringa destacou que “o requerimento foi produzido por uma equipe jurídica e também ele foi discutido com várias pessoas”. Sobre o ‘copia e cola’, disse que são “reportagens de fatos reais do que aconteceu, do que acontece com o cidadão Campo Grandense. Em algumas páginas tem reportagem mostrando fatos reais, porque a reportagem é fato real”.
Coringa comentou ainda sobre a prestação do serviço na Capital. “Na questão da excelência do serviço, que não tem excelência no serviço, a má prestação do serviço”, disse.
Por fim, ressaltou que o documento possui a realidade do serviço prestado. “O nosso posicionamento vai continuar o mesmo, o nosso requerimento está bem fundamentado. E pode ter certeza absoluta que tudo que a gente colocou ali no requerimento é o que acontece no dia a dia do cidadão Campo Grandense, reclamações da má prestação de serviço do Consórcio Guaicurus na nossa Capital”.























