MATO GROSSO

Justiça nega habeas corpus de advogado preso na Operação Efatá

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Rodrigo foi preso no Brasil Beach Home Resort com um arsenal de armas

O advogado Rodrigo da Costa Ribeiro, de 48 anos, continuará preso após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar um pedido de liberdade feito pela defesa. Ele foi preso no dia 03 de dezembro, em Cuiabá, durante a Operação Efatá, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.

A decisão foi tomada pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, que entendeu que, neste momento, não há ilegalidade evidente que justifique a soltura imediata do advogado. Segundo o magistrado, a situação ainda será analisada com mais profundidade no julgamento final do recurso.

Rodrigo foi preso no Brasil Beach Home Resort, na Capital, durante o cumprimento de mandados da Operação Efatá, deflagrada pela Polícia Civil. Conforme a investigação, ele é suspeito de manter vínculos financeiros com integrantes do grupo criminoso investigado.

Durante as buscas na residência, os policiais apreenderam diversos objetos, como facas, machadinhas, punhal, outros artefatos cortantes e uma luneta 4×20. Segundo a Polícia Civil, a posse desse tipo de material, dependendo do contexto, pode configurar crime.

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Após a prisão, o advogado passou por audiência de custódia em Cuiabá, onde o flagrante foi convertido em prisão preventiva. Desde então, a defesa tenta a revogação da medida, alegando que ele não oferece risco e que poderia responder ao processo em liberdade.

No entanto, o presidente do STJ avaliou que não há urgência ou irregularidade clara na decisão que manteve o advogado preso. Com isso, o pedido de liberdade foi negado, e o processo seguirá para novas análises, incluindo manifestação do Ministério Público Federal.

Operação Efatá

A Operação Efatá é considerada uma das maiores já realizadas pela Polícia Civil de Mato Grosso. Ao todo, foram cumpridas 148 ordens judiciais, entre elas 34 mandados de busca e apreensão e 40 medidas cautelares.

A Justiça também determinou o bloqueio de 59 contas bancárias — sendo 40 de pessoas físicas e 19 de empresas — além do sequestro de imóveis e veículos. O bloqueio de bens pode chegar a R$ 41,2 milhões.

As investigações apontam movimentações financeiras suspeitas que somam cerca de R$ 500 milhões. Um único investigado teria movimentado aproximadamente R$ 295 milhões.

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O inquérito começou em 2022, após uma prisão em flagrante por tráfico de drogas, e avançou em 2023 com a interceptação de um carregamento que teria como destino Várzea Grande, município localizado a cerca de 10 km de Cuiabá. A partir disso, os investigadores identificaram um esquema que usava empresas de fachada e negócios familiares para ocultar a origem do dinheiro.

VG NOTÍCIAS

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