O senador Wellington Fagundes lamentou a morte de pai e filha em um grave acidente ocorrido na rodovia MT-338, na região de Porto dos Gaúchos, e voltou a criticar as condições das estradas estaduais de Mato Grosso. Segundo o parlamentar, a precariedade da malha rodoviária tem colocado em risco a vida de milhares de motoristas que dependem diariamente das rodovias para trabalhar, estudar e transportar a produção do Estado.
Durante pronunciamento, Wellington associou a tragédia à falta de manutenção da MT-338, rodovia que atualmente opera sob regime de concessão e cobrança de pedágio. Para ele, a situação é ainda mais grave porque os usuários pagam para trafegar por uma estrada que, segundo denuncia, apresenta buracos e condições inadequadas de segurança.
“Quero me solidarizar à família do Rodrigo e de sua filha que perderam a vida numa estrada esburacada que é a MT-338. E essa estrada é concessionada, é pedagiada, o povo está pagando para usá-la e ela infelizmente não tem nenhuma manutenção, não tem fiscalização por parte do governo”, declarou o senador.
O parlamentar também direcionou críticas ao governo estadual, afirmando que a deterioração das rodovias não pode ser tratada como um problema secundário. Segundo ele, a falta de conservação afeta diretamente a segurança da população e a economia mato-grossense.
“Mil quilômetros de estradas esburacadas não é um probleminha. É segurança para o Estado, para as pessoas, para as famílias, para levar seus filhos à escola, para transportar a produção”, afirmou.
As declarações reforçam o debate sobre a qualidade das rodovias estaduais concedidas à iniciativa privada e a responsabilidade do poder público na fiscalização dos contratos. A cobrança de pedágios em trechos considerados precários tem sido alvo frequente de reclamações de motoristas, produtores rurais e lideranças políticas.
A tragédia na MT-338 reacende a discussão sobre investimentos em infraestrutura e manutenção das estradas de Mato Grosso, especialmente em regiões que dependem das rodovias para o escoamento da produção agrícola e para o deslocamento de moradores entre os municípios do interior. Enquanto familiares lamentam a perda de duas vidas, cresce a pressão por respostas e medidas concretas para evitar que novos acidentes tenham o mesmo desfecho.






















