R$ 12 bilhões

TCDF endurece cobrança e autoriza nova inspeção no BRB por negócios com o Banco Master

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Corte de Contas considerou explicações do banco “insuficientes” e investiga suspeitas de fraude em carteiras de crédito de R$ 12 bilhões

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) decidiu intensificar as investigações sobre as relações comerciais entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Em sessão reservada realizada na última quarta-feira (4/3), a Corte de Contas autorizou a realização de uma nova inspeção na instituição financeira após considerar que as informações prestadas anteriormente pelo banco foram insuficientes para sanar as dúvidas do órgão fiscalizador.

A decisão atende a um pedido da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), que busca apurar a transparência e a legalidade dos negócios entre as duas instituições. Com o novo despacho, o BRB terá um prazo de 30 dias para cumprir integralmente a decisão anterior e apresentar os esclarecimentos detalhados exigidos pelo tribunal.

Foco na Liquidação e Riscos ao Iprev-DF

Um dos pontos centrais da investigação, iniciado em janeiro de 2026, é o impacto da liquidação extrajudicial do Banco Master sobre o patrimônio do Fundo Solidário Garantidor (FSG) do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF). O instituto possui 13,3% do capital do BRB, o que coloca os recursos da previdência dos servidores em potencial risco diante da saúde financeira dos negócios realizados com o Master.

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Além disso, o TCDF analisa a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e a aquisição de carteiras de crédito que somam R$ 12 bilhões, sob suspeita de fraude. Essa linha de investigação foi provocada por uma representação do deputado distrital Gabriel Magno (PT).

Outras Investigações em Curso

O cerco ao BRB não se limita apenas aos negócios com o Banco Master. Recentemente, a Corte de Contas também estabeleceu um prazo de 30 dias para que o banco preste esclarecimentos sobre a distribuição e gastos com ingressos para a Fórmula 1.

Até o fechamento desta matéria, o BRB não havia emitido um posicionamento oficial sobre a nova inspeção autorizada pelo TCDF. O espaço permanece aberto para futuras manifestações da instituição.

 

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