Ministro da Fazenda prevê possível prisão de Ibaneis Rocha; defesa classifica fala como “irresponsável”

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O cenário político e financeiro de Brasília foi abalado por declarações recentes do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que sugeriu a possibilidade de prisão do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). As falas ocorreram durante entrevista ao programa VEJA em Foco, na qual o ministro abordou a crise financeira envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. 

A origem “criminal” da crise 

Segundo Durigan, os problemas enfrentados pelo BRB não são apenas de ordem financeira, mas possuem uma “origem criminal”. O ministro destacou que o ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, já se encontram presos. 

“Falta responsabilizar o ex-governador Ibaneis Rocha, que possivelmente também será preso em razão do que temos visto aparecer sobre isso”, afirmou Durigan. Para o ministro, a crise foi gerada por decisões da gestão anterior que autorizaram transações classificadas por ele como fraudulentas e prejudiciais à população do Distrito Federal. 

União descarta socorro financeiro 

Além das implicações criminais, Durigan foi enfático ao rejeitar o uso de recursos federais para sanar o rombo da instituição. Ele revelou que houve uma tentativa, via Supremo Tribunal Federal (STF), de fazer com que a União assumisse os prejuízos do BRB, proposta que considerou “inadmissível”. 

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O ministro defende que a conta deve ser paga pelo próprio Governo do Distrito Federal (GDF) e estabeleceu como condição para as negociações a apresentação de um plano de recuperação por parte da instituição financeira e do governo local. 

Defesa de Ibaneis reage com dureza 

A resposta da defesa de Ibaneis Rocha não tardou. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, classificou as declarações de Durigan como uma “irresponsabilidade de ministro de Estado”. Em nota, Kakay ressaltou que Ibaneis sequer é investigado formalmente no caso até o momento e questionou se o ministro estaria agindo com base apenas em notícias da imprensa ou se possuiria informações privilegiadas, o que considerou grave. 

A defesa sustenta que Ibaneis sempre deu autonomia absoluta à presidência do BRB e que o ex-governador permanece à disposição das autoridades competentes. 

Impactos políticos e econômicos 

O episódio transformou o que antes era um imbróglio do mercado financeiro em uma bomba política. Além da tensão local, Durigan também expressou preocupação com outros fatores que podem afetar o sistema financeiro nacional, como a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelos EUA, o que poderia elevar custos bancários e tarifas para o consumidor final. 

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O caso BRB/Master segue sob os holofotes, agora com uma dimensão que mistura a saúde fiscal do Distrito Federal com desdobramentos jurídicos que podem atingir o alto escalão da política brasiliense.

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